Site-Sexta-Feira,03 de Setembro de 2010
Este final de Agosto vem, para nós, sempre carregado de fortes emoções ligadas a pessoas que, de algum modo, moldaram as nossas vidas. A 29, a morte do servo de Deus e fundador da Liga dos Servos de Jesus, D. João de Oliveira Matos; a 30, o convite de D. João ao Dr. Alberto Dinis da Fonseca, o homem do ?Amigo?, o pedagogo das Escolas Regionais, o apaixonado cicerone da Guarda...
Este final de Agosto vem, para nós, sempre carregado de fortes emoções ligadas a pessoas que, de algum modo, moldaram as nossas vidas. A 29, a morte do servo de Deus e fundador da Liga dos Servos de Jesus, D. João de Oliveira Matos; a 30, o convite de D. João ao Dr. Alberto Dinis da Fonseca, o homem do “Amigo”, o pedagogo das Escolas Regionais, o apaixonado cicerone da Guarda, para se lhe reunir no Céu, quando celebrávamos exéquias solenes na Catedral e nos preparávamos para o levar, a descanso provisório, no jazigo municipal; a 31, a partida para o Pai do Dr. Joaquim Dinis da Fonseca, íntimo colaborador de D. João e impulsionador da obra assistencial do Instituto de S. Miguel; inevitavelmente, também D. Palmira Dinis da Fonseca que, a 24, à sombra de S. Bartolomeu, o apóstolo-esfolado-vivo, nos fazia reflectir no perfil desta mulher que a 24 nascera e, ainda viva, se deixara esfolar de quanto tinha para se tornar a Mãe do Outeiro de S. Miguel. Assim, enquanto assistimos ao estertor do Verão que, mais uma vez, nos queimou a floresta e nos ameaçou as casas, preparamo-nos para o mistério do Outono, com as suas cores e os seus frutos, e vamos revigorando as forças, ao espelho de gente de carne e osso que conhecemos e veneramos. D. João continua vivo na lembrança de quantos o conheceram e vai alentando a fé e a esperança dos que recolheram o fruto do seu trabalho e ainda se agarram à divisa que foi o lema da sua vida: “É preciso que Jesus reine!”, para, como augurava D. Manuel Felício, na Eucaristia da Ruvina, “discernirem os verdadeiros caminhos, pelos quais, no momento actual, a Liga dos Servos de Jesus há-de cumprir o seu carisma e exercer a sua misão, com gestos proféticos de serviço à Igreja e à sociedade, capazes de suscitar novas vocações de total dedicação à causa do Reino”. Alberto Dinis da Fonseca, mesmo sem processo de beatificação na “Causa dos Santos”, é “santo” de muita devoção para quem se riu com as suas facécias, aprendeu francês e quase tudo, nas suas aulas, comeu o pão que ninguém sabia donde vinha e era ele quem o pagava, ouviu histórias incríveis a cuja luz tudo fazia mais sentido, e morreu pobre, depois de renunciar a promissora carreira política e de notável jurisconculto. Joaquim Dinis da Fonseca, deputado pelo Círculo Católico, membro do Governo, notável jornalista, autor dos primeiros estatutos do Instituto de S. Miguel, que ajudou D. João a imprimir à Liga dos Servos de Jesus um carisma social, tornando-a, ainda em sua vida, porventura a instituição particular de solidariedade social mais abrangente de todo o país. Palmira Dinis da Fonseca que, por um triz, não alcançou os 100 anos, pois morreu dois meses antes da data em que iria completá-los, mulher dos sonhos impossíveis que ela forçava, numa confiança inabalável em Deus, que no Rochoso fora a primeira serva-adorante e, no Outeiro de S. Miguel, construiu a mais numerosa comunidade-trabalhadora, muitas vezes a partir do “não”, mas sempre a ver do “sim”. Como não parar um pouco, neste final de Agosto, a cantemplar gente que nos moldou e nos mostrou, claramente, que o bem e a bondade ainda passam pela terra dos homens?!
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Terça-Feira,07 de Fevereiro de 2012
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