Jesus dá-nos uma versão do homem e do seu projecto de vida, incluindo através da economia! No tempo das ceifas, sabemos quanto vale recolher. Conhecemos também a fragilidade das colheitas. E até o facto de não serem idênticas em toda a parte.
O homem não é aquele que acumula...
Jesus dá-nos uma versão do homem e do seu projecto de vida, incluindo através da economia! No tempo das ceifas, sabemos quanto vale recolher. Conhecemos também a fragilidade das colheitas. E até o facto de não serem idênticas em toda a parte. O homem não é aquele que acumula; é o que vive com os outros, o que alimenta a família. Os regimes económicos visam organizar a troca de bens, obtendo benefícios que poderão servir a vida de várias pessoas. O homem não procura o benefício por si mesmo. O sábio autor do Eclesiastes lembra que o homem se vira para o essencial e que centrar-se sobre si próprio é perfeitamente inútil. Sempre tentado pelo egoísmo, o homem é convidado por S. Paulo a procurar as realidades do alto, a viver como ressuscitado, a revestir-se de homem novo. Um apelo de Páscoa que põe os homens e as mulheres da terra num pé de perfeita igualdade e de fraternidade filial. Estarmos unidos em Cristo abre a porta à realidade do alto que é o perfeito amor da riqueza de Deus. O Eclesiastes e Jesus lembram-nos o que já sabemos: sede ricos à vista de Deus. Se todas as nossas relações, incluindo o domínio da economia, tendem para Deus, seremos muito mais felizes! E mesmo se alguns são mais pobres, graças àqueles que os mantêm, serão ricos de Deus. Temos ainda muito trabalho para fazer! E, sem dúvida, temos ainda que nos converter.