Ocorreu a multiplicação dos pães. A multidão comeu e ficou saciada. E tanto que quer fazer de Jesus um rei! Então, Jesus retira-se sozinho para a montanha. Mas as pessoas continuam a procurá-l’O. Como é equívoca esta procura de Jesus!
“Vós procurais-me, não porque vistes sinais, mas porque comestes pão”. Em lugar de ver no pão um sinal, no sinal só viram pão... Toda aquela gente fica apenas terra-a-terra. Multiplicando os pães, Jesus queria anunciar o Pão verdadeiro, ou seja, Ele próprio. Em pessoa. O Pão de Deus. O que desce do Céu e dá a vida ao mundo. Mas os que O procuram só pensam no alimento que se perde. Lembremo-nos da Samaritana: “Dá-me dessa água, para que eu não volte a ter sede”! Muitos servem-se de Jesus. Quem julgará alguém só para satisfazer necessidades materiais: a fome, a sede, um certo bem-estar... Estamos em plena religião utilitária! Em plena perversão! Quem julgará as gentes que estavam à beira do lago? Quem, entre nós, não procurou alguma vez Jesus, por interesse? Ele não nos quererá menos, por isso. Um amigo é aquele que não julga. Compreende-nos. Mas, apesar de tudo, o que Ele quer dizer-nos, com força e autoridade, em pleno coração deste estio quente, é que Ele não veio para nos dar coisas, mas veio para Se dar a Si próprio: “Eu sou o Pão da Vida”! A verdadeira religião não é da ordem do fazer. As pessoas têm muita dificuldade em compreender isto, quando pedem a Jesus “o que é preciso fazer para trabalhar nas obras de Deus”. Não se trata de fazer obras. A obra é única. É a obra do Pai. O Seu grande desejo é que nós acreditemos no Seu Filho. Ser cristão é ter Jesus na nossa vida. Não só como um amigo que caminha ao nosso lado mas como um Pão de vida que recebemos e mata as nossas fomes e as nossas sedes interiores. Eis-nos em tempo de férias. Muitos vão redescobrir os sabores regionais. Nós vamos reencontrar o gosto do pão. Demo-nos tempo para apreciar também o sabor sempre novo do pão da Eucaristia. Saboreemos esta palavra: “”Quem vem a Mim nunca mais terá fome”!