Em pouco tempo uma folhagem tenra revestiu-o completamente. Não decorreu grande espaço e já rebentos fortes trepavam arrojados, acariciando o rododendro protector, enlaçando-o amorosos. Avermelhado, hesitante, o primeiro botão surgiu... cresceu, cresceu... As pétalas enormes, como conchas de alabastro, iam alargando lentamente... O velho rododendro nodoso e forte revestia-se mais uma vez com o manto majestoso de um roxo desmaiado para receber em festa a primavera que vinha chegando com aparato solene como uma visão paradisíaca! Mal clareava a manhã, o melro, logo que deu pelo botão, desapontado, vinha remirar, curioso, aquela maravilha surpreendente.