O melro em cima, espreitando a cena, respondia num riso galhofeiro de troça mal contida: «Jamais... jamais...» — É insuportável, o malcriado do pássaro... Nós veremos quem vence, – respondia minha mãe. * * * Correram meses. Alvoradas de Abril clarearam os campos. Brotaram dos velhos cepos, róseas vergônteas. Tufos de verdura alcatifaram os montes. Penugens leves envolveram o arvoredo. Nos silêncios silvestres, a viração passava ligeira como famoso arauto de fecunda primavera. O troncozito débil, a pouco e pouco reverdecia, borbulhando exuberantemente, numa encantadora promessa.