Irresistivelmente, com ares petulantes, assobiou provocador, como quem diz: «jamais se realizará o teu sonho»... Minha mãe entendeu-o. E volvendo-lhe um olhar de profundo desprezo fulminou-o com esta apóstrofe: «atrevido! Que entendes tu de flores?...» * * * Todos os dias, de manhãzinha, mal rompia a aurora, o melro no rododendro, cantava, cantava, olhando chocarreiro o galho ressequido. Quando o sol subia, enchendo de galas a terra, derretendo as geadas, fazendo chispar as gotas cristalinas, que tremulavam nervosas nas folhas orvalhadas, minha mãe descia ao jardim a observar a hastezita enfezada. — Talvez enraíze e floresça um dia... talvez...