Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Gaeda Pinto

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Site-Sexta-Feira,25 de Junho de 2010

Chamados à liberdade!

Livres! É preciso ter conhecido as grades da prisão, para apreciarmos plenamente o gosto da liberdade. Velhos presidiários dão-nos, nos seus escritos, testemunhos fulgurantes. Dizem também que, nas situações mais dramáicas, o homem pode continuar livre no seu espírito. No calabouço, um ilustre escritor podia escrever: ?Felizmente, a inspiração e a musa não estão prisioneiras?.


 E S. Paulo escrevia, da masmorra de Roma: “Estou preso, mas a Palavra de Deus não está presa”!
Para sermos livres, não basta derrubar as ditaduras ou empunhar bandeirolas e desfilar. Se não for acompanhada de liberdade interior, face ao mal, ao pecado, à morte, a liberdade exterior pode ser apenas uma cilada. A libertação política ou social, por mais necessária que seja, não esgota a procura da liberdade. Paulo, aos Gálatas, grita bem alto: “ Se Cristo nos libertou, é porque somos verdadeiramente livres”.
O Evangelho é um grande apelo à liberdade. Eliseu trabalhava tranquilamente, quando ouviu o apelo de Deus transmitido por Elias. Foi dizer adeus aos pais, imolou os bois e prosseguiu. Para anunciar  anunciar a palavra de Deus, não precisava de uma junta de bois. Tornou-se livre para servir e ser profeta.
Segui a Cristo é sempre uma escolha livre. Os samaritanos rejeitam Jesus? Ele não tem uma palavra de condenação: continua o seu caminho, enquanto os discípulos pedem vingança. A Fé não se impõe. Nunca. Temos, por vezes, dificuldade em perceber isto e tirar as consequências.
Depois desta escolha, há a longa caminhada após Jesus. Mesmo que se trate de uma caminhada interior, obedece às mesmas regras da marcha desportiva: inútil a bagagem! Só uma grande liberdade permite a perseverança. Pelo que Jesus diz, é uma vida sem casa e sem conforto. Não é possível instalarmo-nos, nem sequer nas nossas convicções. Nem mesmo os laços familiares podem entravar a caminhada do crente.
Toda a paixão nos torna capazes de sacrifícios, de escolhas. Qual é a minha paixão, o sentido e a meta da minha vida? É Cristo? Nesse caso, o resto, mesmo que pareça importante, torna-se secundário. Livres de amar e viver, podemos cantar. É muito mais que uma canção: é a felicidade.

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Terça-Feira,07 de Fevereiro de 2012

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Edição n.º 4149

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