Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Gaeda Pinto

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Site-Sexta-Feira,18 de Junho de 2010

No adro...

—Ora seja louvado e adorado Nosso Senhor Jesus Cristo! —Para sempre seja louvado no Céu e na Terra, e Sua Mãe Maria Santíssima!


—Então, compadre, os seus pequenos já terminaram o ano lectivo?
—Já, felizmente!
—E que tal?!
—Muito bem! Lá por casa não temos razão de queixa.
—Olhe, eu não estou tão satisfeito como o compadre.
—Então porquê?!
—Porque um dos meus pequenos chumbou.
—Não sabia, compadre!
—Pois é verdade! Dei-lhe muita liberdade, durante o ano, e no fim, quando o pequeno se quis agarrar aos livros, já não foi a tempo. E foi pena, porque o pequeno é inteli-gente.
—Pois é, compadre! A inteligência, por si só, não basta: é preciso também haver trabalho e, como tu acabaste de dizer, deste-lhe muita liberdade: ora, nestas idades, o que os alunos querem é brincar, não se lembrando de que têm as lições para estudar, em ordem ao dia seguinte.
—Acertou, compadre! Foi realmente o facto de não o obrigar a estudar o principal motivo deste dissabor.
—Olha, queres um conselho?! Se não podes vigiar bem o estudo dos teus filhos, é melhor matriculá-los num colégio, pois aí encarregam-se de os acompanhar nos estudos e, mais ainda, educam-nos e tratam-nos com tanto carinho como se estivessem em nossas próprias casas.
—Tem razão, compadre! Mas onde vou eu arranjar dinheiro para os ter como pensionistas, com a vida tão cara como está?!
—Aí é que tu te enganas! Se tu pensares bem no que representa um ano perdido em que também fizeste despesas e nada aproveitaste e, além disso, na liberdade demasiada que deste aos pequenos e que tanto mal lhes fez, já tu vês onde é que se desperdiça o tempo e o dinheiro. De mais a mais, tu esqueces-te de que os pequenos, mesmo ao pé da gente, estão sempre a fazer despesas e a entrar-nos nos bolsos. Olha que bom feitas as contas...
—É capaz de ter razão, compadre! Este ano sempre vou fazer o que me aconselha e também quero ver até que ponto dá resultado.
—Não hesites, compadre! Eu falo por experiência própria. O meu filho esteve na Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca, no Outeiro de S. Miguel, e os resultados foram magníficos.
—Mas o pior é que tenho a rapariga ainda na escola primária, e não sei como hei-de fazer!
—Isso não é problema. Se quiseres, podes levá-la também para o Outeiro de S. Miguel, mas há igualmente uma Escola feminina na Cerdeira do Côa, que pertence à mesma instituição.
—Creio que faz bem em me elucidar. Vou falar com o rapaz e escrever lá para o colégio, a ver se ainda lá têm lugar para ele. Quanto à rapariga, vamos ver como as coisas se concertam.
—Mas olha: como tu não estás muito longe do Outeiro, se não puderes ter lá os filhos como pensionistas, podes escolher a modalidade de semi-internato e sempre te fica mais barato, porque o ensino é gratuito.
—E para os levar todos os dias à Escola?
—Tens os transportes escolares. Pelo menos, ficas com a certeza de que eles não faltam às aulas e têm ainda tempo de estudar, depois das aulas. Os alunos semi-internos só saem do Colégio por volta das 18,30 horas, depois de terem feito os deveres escolares.
—Também é boa ideia. Vou pensar nisso, compadre!

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Terça-Feira,07 de Fevereiro de 2012

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Edição n.º 4149

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