Que diriam, pobres coitadas, arrancadas do mimoso ninho, fanando-se com o calor das minhas mãos, amarfanhadas num momento de descuido, indo tombar, quem sabe? na desolacão de uma estrada poeirenta, agonizando ao abandono, pisadas sacrilegamente pela onda humana... Não, não corte... E as rosas pujantes, deliciosamente perfumadas, desdobravam as pétalas níveas, escutando atentas a minha sentença amiga. Senti pousar em mim toda a gratidão do reino vegetal. O jardineiro por seu turno ficou atónito. Nunca vira de um visitante tal renúncia. Saboreava a felicidade de terem poupado às suas queridas flores, seu encanto, seu enlêvo, vidas da sua vida, o golpe mortal.