Uma semana depois do Pentecostes, em que recebemos o dom do Espírito, a Igreja convida-nos a meditar o grande mistério da Trindade.
Confessemos que nos sentimos, por vezes, “desorientados”: o “Filho” nós conhecemo-l’O pela Sua Palavra e pela narrativa dos Evangelhos; o “Pai” vamos sabendo d’Ele pela revelação, mas parece-nos, muitas vezes, mais longínquo; quanto ao Espírito bem podemos dizer que é o “desconhecido” da Trindade. Contudo, esta ideia de que Deus não é solitário, que é, através de “três pessoas”, relação total, é fonte preciosa para a nossa fé. Para tentar abordar este grande mistério, poderíamos dizer que a relação trinitária é gratidão: “Cristo é recpnhecido ao Pai pela forma como conduz a Sua revelação e a Sua obra de salvação. O Pai, por Sua vez, é reconhecido a Cristo por ter realizado a obra de reconciliação, pela Sua morte e ressurreição. E os dois são reconhecidos ao Espírito Santo que Os liga a todos, uns e outros, o Pai, o Salvador e os humanos, pelo sentimento da gratidão” como belamente escreve o teólogo Carl Keller. Ser cristão consiste, então, em não bloquearmos, em fomentarmos no nosso coração a relação de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito. Ousar reconhecer a nossa fragilidade e a nossa incapacidade de amar. Ousar deixar o amor trinitºario amar em nós e através de nós. Ser testemunha de Cristo, Deixar, através da nossa vida, que Pai ame o Filho em cada irmão e irmã que encontramos. Habitados pelo Espírito, somos os instrumentos de que o Eterno Se serve para fazer ao mundo as Sua confidências de amor!